Fechado para reforma

O CPJ estará em manutenção até o dia 21 de março, quando daremos início a uma nova fase no blog.

Voltaremos em breve com novidades imperdíveis.

Aguardem!

Anúncios

Cobertura do CPJ no encerramento do MediaOn 2010

Por Diogo Cutinhola, colaborador do Blog CPJ

O CPJ também marcou presença nesta quinta-feira (11), na cobertura das palestras de encerramento do 4º MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online, evento promovido pelo Centro Itaú Cultural, em São Paulo.

O primeiro debate do dia teve como tema central “O humor e o jornalismo digital”, onde foi discutido o papel do humor no jornalismo feito na web e a influência exercida no público que consome esse tipo de informação.

Para mediar a discussão, foi convidado o economista Benjamim Back, colunista do jornal diário O Lance! e um dos apresentadores do programa de rádio Estádio 97. Como palestrantes participaram o chargista Mauricio Ricardo, criador do site charges.com.br que ganhou fama ao participar com suas charges em diversos programas da Rede Globo, entre eles o Big Brother Brasil. Além de Antonio Pedro Tabet, à frente do Kibe Loco, página que recebe mais de 300 mil visitas diárias.

Um dos principais temas abordados nesse painel foi a questão de até onde o humor pode ser considerado um conteúdo jornalístico? Segundo Mauricio Ricardo, a partir do momento que ele usa temas cotidianos e atuais nas charges, levando informações relevantes a um público que nem sempre lê os jornais, pode considerar o humor, sim, um meio de fazer jornalismo. Outra discussão que ganhou ênfase durante o debate envolveu os limites da brincadeira em um conteúdo de humor, até onde é permitida a gozação? De acordo com ambos, o limite é pessoal, uma vez que cada profissional deve se sentir a vontade em tornar público certos assuntos, ou seja, o limite do humor se adéqua aos princípios de quem faz a piada.

Apesar de contar com um tom obviamente descontraído, o debate teve momentos de maior embate, principalmente quando abordado o tema preconceito. Mauricio Ricardo e Antonio Tabet divergiram bastante quanto à questão de brincar com negros e homossexuais. Enquanto Mauricio Ricardo alega que não faz charges sobre opção sexual e nem utiliza negros em papéis de bandidos ou outras formas depreciativas, pois não quer acentuar esse tipo de preconceito, Antonio Tabet afirma que essa diferenciação também é uma forma de preconceito e que, enquanto houver a discussão desse item na construção de peças humorísticas, é sinal de que o preconceito ainda existe.

Na continuação do MediaOn, a segunda palestra do dia abordou um tema bastante atual e inevitável para o futuro do jornalismo, a questão da integração das redações de conteúdo impresso e online, colocando em evidencia a convergência reaizada pelos dois maiores e mais tradicionais jornais de São Paulo, além de discutir sobre os resultados dessa adaptação e as expectativas para o futuro.

Participaram da mesa o Editor Executivo da Folha de São Paulo, Sérgio D´avila, e o Diretor de Conteúdo do Estado de São Paulo, Ricardo Gandour. Foram abordadas as reformas físicas realizadas em cada redação, onde o Estadão preferiu efetuar uma divisão de espaço entre digital e impresso e a Folha, em contrapartida, optou por organizar a redação em editorias, mantendo no mesmo espaço físico profissionais de impresso e digital que trabalham o mesmo assunto. Outro assunto em pauta foi até que ponto o jornal pode ser prejudicado pela velocidade da internet, que permite a publicação da matéria quente com um dia de antecedência que no veículo impresso. A opinião expressa pelos dois convidados mostra, na verdade, que não existe essa competição, mas que o jornal impresso tem como papel divulgar uma notícia mais completa, analisada e esmiuçada, já a internet busca constante audiência e precisa ser imediata, concisa e dinâmica.

Outro ponto que os dois veículos concordam é a importância de ambas as plataformas conviverem juntas. Inclusive Sérgio D´avila deu um exemplo do julgamento do casal Nardoni. Na ocasião, a Folha fez um liveblog preenchido minuto a minuto por seis jornalistas que acompanharam o julgamento, e claro que o sucesso da iniciativa foi tremendo, alcançando mais 1.200.000 visitas. Mas o ponto-chave é que no dia seguinte, o jornal publicou a cobertura do fato, sendo considerada uma notícia fria, e ainda assim teve um aumento de 60% nas vendas da edição impressa em comparação aos outros sábados. Resumindo, o jornal impresso não precisa temer o imediatismo da internet, mas trabalhar essa característica com ações inteligentes, tendo como objetivo atrair mais leitores para o veículo.

**

O CPJ também fez a cobertura do MediaOn na quarta-feira (10). Leia aqui o que aconteceu nas palestras sobre a influência da produção e do consumo de informação em veículos online e nos gadgets do momento como tablets e smartphones; a utilização das redes sociais e da internet na corrida presidencial nas últimas eleições; e a relação entre a publicidade e a preferência dos anunciantes.

CPJ no MediaOn 2010

Por Diogo Cutinhola, colaborador do Blog CPJ

O CPJ esteve nesta quarta-feira (10) no Centro Itaú Cultural, em São Paulo, cobrindo o segundo dia de palestras do 4º MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online.

O primeiro painel do dia abordou o futuro dos veículos de notícias inseridos nos tablets, smartphones e afins. Participaram do debate Pablo Mancini, Gerente de Serviços Digitais do Grupo Clarín e Alberto Cairo, Diretor de Infografia e Multimídia da Revista Época.

Como não podia deixar de ser, um dos assuntos mais comentados – e que não é tão recente assim – foi a pergunta sobre como será o futuro dos impressos jornalísticos. Possibilidades como a venda online de jornais e revistas através de aplicativos para celulares, Ipad´s, etc, foram discutidas. Os participantes da mesa também projetaram uma divisão cada vez mais freqüente das redações entre impresso e digital.

Segundo Alberto Cairo, “a ordem dos fatores foi alterada. Antes as pessoas tinham muito tempo e poucas fontes de informações. Hoje cada vez mais temos pouco tempo e muita informação”. Já Pablo Mancini focou sua apresentação na mudança circunstancial do perfil do público receptor, que antes era passivo e atencioso e atualmente é ativo e crítico, influenciando significamente o preenchimento e a criação do conteúdo do veículo.

O segundo debate se mostrou o mais quente e tenso do dia. O principal assunto foi a utilização das redes sociais e da internet em geral na corrida presidencial nas últimas eleições. Mediada por Heródoto Barbeiro, a mesa teve a participação de Marcelo Branco, coordenador de mídias digitais da presidente eleita Dilma Roussef (PT), Soninha Francine, responsável pela campanha de José Serra (PSDB) na internet, além de Caio Tulio Costa, da equipe de Marina Silva (PV).

Inicialmente cada convidado apresentou as diretrizes empregadas em todo processo eleitoral, apontando as estratégias de captação de eleitores e os resultados obtidos com o uso de redes sociais e outras ferramentas digitais. Ficou evidente que a consolidação dos dados de internet e suas alterações sempre convergiam com os períodos de oscilação de cada candidato nas pesquisas de intenção de voto.  

A partir do momento em que o painel foi aberto à participação do público através das perguntas, o debate tomou um tom maior de campanha política, como se ainda estivéssemos nas eleições. Temas como e-mails indevidos nominais ou não supostamente enviados pelas campanhas, além do telemarketing abusivo e a utilização de recursos como boatos e “fofocas” foram pautas centrais. Os palestrantes responderam sobre a responsabilidade de cada coligação quanto ao conteúdo divulgado por militantes, e de que forma poderiam ser evitadas as ofensas entre os eleitores.

As discussões do terceiro debate envolveram a relação entre a publicidade e a preferência dos anunciantes: Audiência ou Conteúdo? Assim como nas demais palestras, o tema principal foi a inclusão das redes sociais na comunicação. Os convidados debateram sobre as ações desenvolvidas entre clientes e agências para explorar o conceito de interatividade no segmento de propaganda.

Os debatedores convidados foram Abel Reis, presidente da agência Click, João Ciaco, Diretor de Relacionamento e Marketing da FIAT, Carlos Werner, Diretor de Marketing da Samsung e Sérgio Vaslente, presidente da DM9DDB. O painel teve mediação do Diretor Geral do Terra, Paulo Castro.


Já o último simpósio do dia abordou o perfil dos novos agentes da notícia. Quem eles são e como as redes sociais pautam os veículos, sejam eles pequenos ou grandes conglomerados. Segundo o editor de interatividade e desenvolvimento de mídias sociais da BBC News, Matthew Eltringham, o fato de um veículo ser pautado por twitteiros, por exemplo, obriga o jornalista a buscar uma forma mais apurada da informação e procurar outras fontes que confirmem a notícia. Com isso, ele afirma: “Estamos renascendo o jornalismo verdadeiro e mais sincero”.

Também palestrante, o diretor do site argentino Cukmi.com, Julian Gallo, tocou num ponto sensível de discussão no âmbito jornalístico do país, que é a obrigação – ou não – de um diploma para se exercer a profissão de jornalista no Brasil. Segundo ele: “Não há o que justifique que apenas jornalistas possam escrever e exercer sua liberdade de expressão”, posição também defendida por Eltringham. Ambos afirmaram que em seus respectivos países não há a obrigação do diploma para exercer a função. A mediadora desse debate foi Silvia Bassi, Publisher da IDG Brasil, responsável pela frase talvez mais retuitada na hashtag #MediaOn, onde ela defende que “jornalistas precisam se formar mais humildes, pois não são mais os donos da notícia”.

Cobertura do MediaOn

O CPJ acompanha o último dia de palestras do MediaOn 2010 nesta quinta-feira (11). Entre outros participantes, estarão presentes Mauricio Ricardo, do site Charges.com.br, Antonio Pedro Tabet, do Kibe Loco, Sérgio Dávila, Editor-Executivo da Folha de S. Paulo, Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo do Grupo Estado, e Marcelo Tas, do CQC. Fique ligado!

CPJ agora no Facebook

Demoramos, mas chegamos.

Agora além do Twitter, o CPJ estende sua participação nas redes sociais com seu novo perfil no Facebook, a comunidade virtual mais acessada em todo o planeta. Nossa página já conta com os últimos eventos publicados no blog, e a exemplo do CPJ, será atualizada diariamente.

O ícone do Facebook já está instalado na coluna da direita, logo abaixo do link para o Twitter. Devido às limitações técnicas do nosso layout, optamos por manter apenas essa identificação, mas em um futuro breve teremos novidades especiais que deixarão o CPJ muito mais moderno, completo e interativo.

Gradativamente vamos explorar todas as ferramentas do Facebook para levar mais novidades a você e ampliar a abrangência do CPJ na web. Enquanto isso junte-se ao nosso perfil e acompanhe as atualizações. Comente, curta e compartilhe o conteúdo. Vamos reunir a comunidade de leitores do CPJ também no Facebook!

Boas Festas e um 2010 fantástico!

CPJ entre os Melhores Blogs do Brasil

No mesmo dia que registrou a marca de 500 posts publicados, o CPJ foi selecionado pela equipe do Vej@Blog e passou a figurar na lista que reúne os melhores blogs do Brasil! Agradecemos o apoio manifestado por todos os leitores que nos acompanham durante esses oito meses e colaboram para o blog crescer ininterruptamente.

cpj

selo

Bem-vindo

Seja bem-vindo ao novo site do CPJ – Cursos e Palestras de Jornalismo.

O antigo blog foi substituído por um site reestruturado e com a redação ampliada, tudo para informar com mais agilidade e precisão.

Agora você tem informações sobre cursos, palestras, workshops e seminários pelo

www.cursosdejornalismo.wordpress.com

%d blogueiros gostam disto: